aqueles seres que não podem sujar o sapato

"Porque vemos na praxe uma prática que atenta contra os mais elementares direitos
humanos, nomeadamente a liberdade, a igualdade, a integridade física e psicológica e a livre expressão da individualidade, ao mesmo tempo que exalta os valores mais
reaccionários da nossa sociedade.

Porque não vemos qualquer motivo para a existência de hierarquias entre estudantes,
tendo em conta que todos/as devem ser tratados/as por igual nas relações interpessoais.
" in http://manifestoantipraxe.web.pt/

Não sei o que passa na cabeça de mentes tão ignorantes como estas para fazer um website sobre um tema que não conhecem minimamente. Por experiência própria, sei que este tipo de pessoas, que tanto atenta contra este tipo de tradições, inveja e muito quem as consegue manter.

Em primeiro lugar, a praxe não é só feita do gozo ao caloiro! Em momento algum senti os meus direitos atentados, muito menos a liberdade (visto que estive lá porque assim o quis), a igualdade (mais do que nunca, senti-me igual aos restantes), a integridade fisica e psicológica (ninguém me bateu, ninguém me tratou mal, e quando chorei, chorei de alegria), e a livre expressão da individualidade (por esta última, tenho a certeza que esta pessoa nunca colocou um pé em praxe). Digo e repito, o ano de caloiro foi o melhor que alguma vez tive.

Em segundo lugar... hierarquias entre estudantes? Não, caro individuo. Há hierarquias entre os praxistas e os praxados, porque os estudantes são todos iguais. As hierarquias são um acto simbólico, e algo que eu não perderia tempo a explicar a alguém que pensa saber tanto.

Não espero que compreenda o que isto é, só dou um pequeno concelho que me ensinaram desde pequena: não fale do que não sabe.

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