aos que não estão habituados que os contrariem

Hoje vi no facebook uma rapariga, muito bonita e habituadíssima a ter o mundo do lado dela, a insultar a mãe de uma figura pública, com um certo nome que todos sabemos. Até aqui pronto, ainda se tolera, porque é uma brincadeirita e a figura pública jamais iria ver aquilo.

O pior foi quando uma dúzia de pessoas começou a chama-la a atenção sobre determinados aspectos, irrelevantes. Ora, a miúda, irritada por não concordarem com ela, passa de chamar nomes às pessoas que iam comentando o estado.

Se aquele perfil era o dela e as pessoas estão sujeitas a ser insultadas a partir do momento que comentam? Sim. Mas também demonstra que alguém teve o bom senso de a fazer ver as coisas.

A querida pode ser linda de morrer, toda boa até, mas isso não lhe dá o direito de insultar seja quem for, onde for, quando for, só porque não têm a mesma opinião que ela.

aos com a mania que são muito importantes

Quando ouço coisas do tipo "vou para o degredo da minha terrinha" ou  "o que não faço pelos meus pais, vir para este sítio", apetece-me abanar as pessoas até que lhes saia toda a merda que têm na cabeça. POUPEM-ME!

Quando era pequenina a minha mãe ensinou-em um provérbio que dizia qualquer coisa como quem diz mal da terra natal, não pode ser boa gente. Tão verdade!

O mais interessante é que só pessoas da aldeia dizem isto, pois não sabem o valor que é viver num local como esse. Para se mostrarem, dizem que vão para o "degredo".

Pessoas da cidade, sem contar com algumas mentes ocas, dão o devido valor ao campo.  Por isso, caros indivíduos, deixem-se de dizer parolices, que só vos fica mal. De snobismos está o mundo cheio.

aos sexualmente e musicalmente confusos

Ninguém me tira da cabeça que quando se é anti alguma coisa, à excepção de alguns casos, há uma certa dúvida existente.

No caso dos anti-gay, há uma dúvida quanto à orientação sexual do individuo. Ou também é gay, ou então não sabe o que isso é.


Whatever. É isso e ser anti-Bieber porque meteram na cabeça que o rapaz é isto e aquilo. São contra a música? Também não gosto de muitos tipos de música e não ando por aí a dizer que os artistas são paneleiros.

Se bem me lembro, as pessoas que entraram nessa onda, de não gostar do JB, são as que há 2 ou 3 anos atrás só tinham músicas dele no ipod. TRUE STORY.

"- Gostavas dele.
- Nunca disse isso!"

"-Porque não gostas dele?
 -Tem a mania que é bom!"

Bitches, se ele tem a mania que é bom, é porque já perderam tempo suficiente com ele para saber disso.

aos pseudo-adultos

Aqui há uns tempos andava no facebook uma merdinha de página anti-pitas. Só o nome diz tudo.

Confesso que um ou outro post tinha piada, mas... quem raio são estes jovens de hoje em dia, que se drogam porque é fixe e que são bissexuais porque está na moda (shame on me, estou a ofender os verdadeiros bissexuais), para fazer um caralho de uma página numa rede social a gozar com jovens de 13 anos, que apenas seguem os seus exemplos.

BITCH, PLEASE! Às tantas é um anti-praxe, que acha que ele mesmo ser humilhado é um atentado aos seus direitos, mas humilhar uma rapariga de 14 anos que põe uma ou outra foto provocante no facebook já não é.

aquelas pessoas infelizes

Quando vejo nas redes sociais conversas do género:
- a ESMAE é orgulhosamente anti-praxe.
- a sério? fantástico!

Are you fucking serious? Eu diria exactamente o contrário. Mas além disso, a praxe é involuntária, pessoas. Ninguém vos obriga a estar nela. Não se sintam inferiores e, por isso anti-praxe, só porque é uma coisa que vocês JAMAIS teriam espírito para fazer parte. Sim, acredito que a razão do anti-praxe, vem daquele tipo de pessoa que quer tudo o que os outros têm, porque os outros NUNCA podem ter mais.


aqueles seres que não podem sujar o sapato

"Porque vemos na praxe uma prática que atenta contra os mais elementares direitos
humanos, nomeadamente a liberdade, a igualdade, a integridade física e psicológica e a livre expressão da individualidade, ao mesmo tempo que exalta os valores mais
reaccionários da nossa sociedade.

Porque não vemos qualquer motivo para a existência de hierarquias entre estudantes,
tendo em conta que todos/as devem ser tratados/as por igual nas relações interpessoais.
" in http://manifestoantipraxe.web.pt/

Não sei o que passa na cabeça de mentes tão ignorantes como estas para fazer um website sobre um tema que não conhecem minimamente. Por experiência própria, sei que este tipo de pessoas, que tanto atenta contra este tipo de tradições, inveja e muito quem as consegue manter.

Em primeiro lugar, a praxe não é só feita do gozo ao caloiro! Em momento algum senti os meus direitos atentados, muito menos a liberdade (visto que estive lá porque assim o quis), a igualdade (mais do que nunca, senti-me igual aos restantes), a integridade fisica e psicológica (ninguém me bateu, ninguém me tratou mal, e quando chorei, chorei de alegria), e a livre expressão da individualidade (por esta última, tenho a certeza que esta pessoa nunca colocou um pé em praxe). Digo e repito, o ano de caloiro foi o melhor que alguma vez tive.

Em segundo lugar... hierarquias entre estudantes? Não, caro individuo. Há hierarquias entre os praxistas e os praxados, porque os estudantes são todos iguais. As hierarquias são um acto simbólico, e algo que eu não perderia tempo a explicar a alguém que pensa saber tanto.

Não espero que compreenda o que isto é, só dou um pequeno concelho que me ensinaram desde pequena: não fale do que não sabe.